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| 22.335.197 IGREJA DE NOSSA SENHORA DAS DORES |
| MAIA • ESTRADA REGIONAL, LOMBINHA DA MAIA |
| EDIFÍCIO ISOLADO |
| ARQUITECTURA RELIGIOSA |
| ÉPOCA DE CONSTRUÇÃO INICIAL: SÉC.XIX |
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DESCRIÇÃO: Igreja de pequenas dimensões, de uma só nave, com uma torre sineira implantada por trás do "frontão" da fachada principal.
Situa-se numa plataforma nivelada e elevada em relação à rua. O acesso faz-se por uma escada de lanços simétricos que atinge
a zona baixa do adro, a partir da qual se desenvolve uma escadaria única com a largura total do adro. Finalmente, o acesso
à porta de entrada faz-se por uma plataforma com três degraus. O edifício é composto pelo corpo principal, de planta rectangular e que corresponde à nave, pelo corpo mais estreito da capela-mor,
pela sacristia e pelo baptistério.
A fachada principal é delimitada por um soco moldurado, pelos cunhais (encimados por pináculos) e por uma cornija onde assenta
o "frontão". Tem uma porta axial com a moldura rematada em arco de volta inteira, com o fecho em relevo, assente em impostas,
ladeada por duas pilastras que se prolongam acima dos capitéis até à altura do fecho do arco. Os capitéis das pilastras e
as impostas dos arcos têm uma decoração neomedieval. Por cima da porta há um óculo elíptico com a moldura decorada. O "frontão"
é definido por dois segmentos curvos de cada lado e é interrompido por um vão de sino rematado em arco de volta inteira e
ladeado por pilastras. No tímpano, de cada lado deste vão, há uma cartela com as inscrições "N.S.D" e "1896" respectivamente.
Atrás do frontão eleva-se o corpo mais alto da torre, quadrangular, rematado em pirâmide e encimado por uma cruz.
A nave está coberta com tecto de três esteiras em madeira. À entrada há um conjunto de três arcos de volta inteira, dispostos
transversalmente, assentes em pilares cilíndricos que delimitam um espaço vestibular onde foi inserido, posteriormente, o
coro alto. O acesso faz-se por uma escada em caracol situada no espaço vestibular do lado da epístola. O coro alto está dividido
por dois arcos de volta inteira perpendiculares à fachada, que suportam a torre, apoiados na própria fachada e nos pilares
cilíndricos. Na parede do espaço vestibular, do lado do evangelho, há uma abertura em arco que dá acesso ao baptistério. De
cada lado da nave, a meio, e em posição simétrica, há uma porta de comunicação com o exterior. A seguir à porta do lado do
evangelho há um púlpito sobre uma consola de pedra, acessível por uma escada encostada à parede. As guardas da escada e do
púlpito são em balaústres de madeira. Entre a escada do púlpito e a cabeceira há uma porta de comunicação com a sacristia.
Junto à cobertura há duas janelas que ladeiam cada uma das portas. As portas e as janelas das paredes laterais são rematadas
em arco quebrado e têm bandeiras subdivididas com vitrais coloridos. A capela-mor tem cobertura em abóbada de berço pintada
e tem um retábulo e um cadeiral de cada lado. De cada lado do arco triunfal há um retábulo a "cortar" os ângulos da nave.
Os três retábulos são em talha pintada e dourada de características revivalistas. Na parede da nave, acima do arco triunfal,
há um óculo circular com um vitral. O imóvel é construído em alvenaria de pedra rebocada e pintada de branco, excepto o soco, os cunhais, as cornijas, as molduras
dos vãos e os elementos decorativos que são em cantaria à vista. As coberturas são de duas águas, em telha de meia-cana tradicional,
com telhão na cumeeira e beiral duplo, excepto a do corpo do baptistério que é de três águas.
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| ELEMENTOS DATADOS: Inscrição numa cartela na fachada principal: "1886". |
| ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Razoável |
| FUNÇÃO INICIAL: Igreja |
| FUNÇÃO ACTUAL: Igreja paroquial |
| BIBLIOGRAFIA E DOCUMENTAÇÃO DE REFERÊNCIA: "Noticia sobre as igrejas, ermidas e altares da Ilha de S. Miguel", Ernesto do Canto, Insulana, vol. LVI, Instituto
Cultural de Ponta Delgada, Ponta Delgada, 2000.
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| OBSERVAÇÕES: No maciço das escadas exteriores abre-se um nicho em arco de volta inteira com um chafariz. |
| DATA DE LEVANTAMENTO: 2003-02-20 |
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