22.220.121 ERMIDA DE SANTA LUZIA
MATRIZ • PRIMEIRA TRAVESSA DE SANTA LUZIA
EDIFÍCIO ISOLADO
ARQUITECTURA RELIGIOSA
ÉPOCA DE CONSTRUÇÃO INICIAL: SÉC.XVII/SÉC.XVIII
DESCRIÇÃO: Ermida situada no enfiamento da Primeira Travessa de Santa Luzia, que segue, mais estreita, ao longo da sua fachada lateral esquerda. Está implantada numa plataforma nivelada com vista para o mar.
O adro e a escadaria de acesso, fronteira à fachada principal, são delimitados do lado esquerdo por um muro de suporte.
A ermida é constituída pelo corpo da nave, pelo da capela-mor e pela sacristia. A fachada principal é enquadrada por dois cunhais (encimados por pequenos pináculos) e por uma cornija que acompanha a inclinação das águas do telhado e é encimada por uma cruz mais recente. Sobre a porta há um óculo oval de grandes dimensões.
A nave tem um coro alto por cima da entrada. O coro alto e o púlpito (situado do lado do evangelho) são acessíveis por uma escada comum que se bifurca em lanços opostos e tem guarda de balaústres em madeira. O tecto da nave é de três esteiras em madeira. A capela-mor, pouco profunda, está coberta por uma abóbada de berço com caixotões e comunica com a sacristia através de um arco de volta inteira assente em impostas. A sacristia é um corpo rectangular adossado à fachada lateral direita da capela-mor e a parte da fachada lateral direita da nave. Na parede que divide a nave da sacristia há dois arcos entaipados, mas visíveis do lado da nave onde parece faltar a coluna que suportaria a imposta comum.
O edifício é construído em alvenaria de pedra rebocada e pintada de branco, excepto os cunhais, a cornija, as molduras dos vãos e os pináculos que são em cantaria pintada de cinzento. Tem uma faixa, também pintada de cinzento, a simular o soco e outra faixa pintada sob a cornija. O pavimento interno é lajeado. O arco de comunicação entre a capela-mor e a sacristia é de cantaria à vista. As coberturas são em telha de meia-cana tradicional, com telhão na cumeeira e beiral simples, sendo de duas águas nos corpos principal e da capela-mor e de quatro águas no corpo da sacristia.
ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Razoável
FUNÇÃO INICIAL: Ermida
FUNÇÃO ACTUAL: Ermida
BIBLIOGRAFIA E DOCUMENTAÇÃO DE REFERÊNCIA: "Noticia sobre as igrejas, ermidas e altares da Ilha de S. Miguel", Ernesto do Canto, in Insulana, vol. LVI, Instituto Cultural de Ponta Delgada, Ponta Delgada, 2000; A Ribeira Grande, Ventura Rodrigues Pereira, 3ª edição, s./l., s./d.; Ficha 26-H1 do "Inventário do Património Arquitectónico da Ribeira Grande"; Ficha 26-H1 do "Plano de Urbanização da Ribeira Grande - Património Construído".
OBSERVAÇÕES: A rua onde se insere a ermida conserva o empedrado (calçada) irregular original.
DATA DE LEVANTAMENTO: 2003-02-11
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mapa: 220
São Miguel, Ribeira Grande
Inventário do Património Imóvel dos Açores
Última actualização em 2008-02-08