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ARQUITECTURA CHÃ
Arquitectura de características construtivamente sólidas e formalmente sóbrias,
cujo sentido utilitário se sobrepõe ao representativo. A designação, para além
da inerência de simplicidade e da conotação de essencialidade, refere-se ao
conceito introduzido por George Kubler (PORTUGUESE PLAIN ARQUITECTURE,
Between Spices and Diamonds, Wesleyan University Press, Middletown,
Connecticut, 1972), depois aferido (ou ampliado) por vários historiadores de
arquitectura. Aquele autor defendeu a qualidade, a relativa erudição e a continuidade
da arquitectura portuguesa entre meados do século XVI e o início do
século XVIII, chamando a atenção para edifícios religiosos ou civis cuja sobriedade
deixou passar despercebida a qualidade das características construtivas,
compositivas e funcionais de muitos deles.
A maior parte das habitações de influência erudita ou solarengas do Pico é
relacionável com este tipo de arquitectura.
ATAFONA
Edifício de apoio à actividade agrícola, com dois pisos, cujo nome se deve ao
engenho de moer cereais, de tracção animal (a atafona propriamente dita),
que possui, ou possuía, no piso térreo. A designação estendeu-se às construções
cuja função se limita ao armazenamento de alfaias e produtos agrícolas
e da forragem para os animais.
CASA RURAL
Designação utilizada para o complexo constituído, em ambiente rural, pela
casa de habitação unifamiliar e pelas construções e espaços anexos destinados
a apoiar as actividades domésticas e agrícolas.
COMBRO
Murete de reduzida altura que circunda a eira.
CURRAIS
Divisórias agrícolas formadas por muros de pedra solta e destinadas ao cultivo
da vinha (rectangulares), ou da figueira (circulares), ao abrigo dos ventos marítimos.
GATEIRA
Trapeira (janela elevada no telhado) baixa e larga com uma frente triangular.
IMPÉRIO
Pequena construção que se assemelha a uma ermida, onde se realiza parte
das cerimónias das Festas do Espírito Santo e na qual, durante esse período,
se expõem as insígnias deste culto.
MEIA-ÁGUA
Pequena estrutura destinada a ampliar ou a ligar duas partes de uma construção,
sendo coberta com um telhado de uma água ou com o prolongamento de
uma das águas da "edificação-mãe".
PALHEIRO
Edificação de apoio à actividade agrícola destinada ao armazenamento de
alfaias e produtos agrícolas e da forragem para os animais. Frequentemente
inclui um espaço próprio para abrigar o carro de bois.
PRUMO
Peça de formato tubular, geralmente metálica, que se fixa no centro da eira
para servir de eixo de rotação.
TORRE
O mesmo que "torrinha" (designação especialmente utilizada na Ilha Terceira).
Espécie de trapeira (janela elevada sobre o telhado) de grandes dimensões
destinada a iluminar e ampliar o sótão, por vezes atravessando toda a cobertura
desde a fachada ao tardoz, construída total ou parcialmente em madeira
e possuindo telhado próprio de duas águas.
TRAPEIRA
Conjunto constituído por uma janela vertical elevada sobre o telhado e pela
estrutura (paredes e cobertura) que permite utilizá-la.
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