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| 81.12.53 IGREJA DE NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO OU DAS BENDITAS ALMAS |
| CAVEIRA • RUA DA IGREJA, CAVEIRA DE CIMA |
| EDIFÍCIO ISOLADO |
| ARQUITECTURA RELIGIOSA |
| ÉPOCA DE CONSTRUÇÃO INICIAL: SÉC.XIX |
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DESCRIÇÃO: Igreja implantada num adro nivelado e elevado em relação à
rua, composta pelo corpo rectangular da nave única, pelo corpo também
rectangular mas mais estreito da capela-mor, pela torre sineira, pela sacristia
e por um corpo de arrumos.
A fachada principal é emoldurada pelo soco, pelos cunhais e pela cornija.
Tanto o soco como a cornija contornam todo o edifício englobando a torre e a
capela-mor. Acima da cornija está um frontão mistilíneo tripartido, constituído
por uma secção central rematada em arco de carena e amparada por aletas.
Ao eixo do tímpano há um óculo cego polilobado ladeado por duas pequenas
estrelas emolduradas por uma circunferência. No vértice tem uma cruz assente
numa base rectangular. A porta axial, com lintel duplo e cornija, é encimada
por uma janela de guilhotina ao nível do coro alto. Esta janela, também com
lintel duplo e cornija, tem as ombreiras prolongadas e rematadas em “volutas”
que assentam na cornija da porta. Por cima da cornija da janela há, no alinhamento
das ombreiras, dois pináculos embutidos e, a eixo, uma roseta em
relevo emoldurada por uma circunferência.
Ao lado esquerdo da fachada situa-se o corpo quadrangular da torre sineira,
dividido em dois níveis pela cornija de contorno do edifício. O nível inferior,
mais alto, tem uma pequena moldura em forma de losango ao nível da janela
do coro alto. O nível superior, correspondente ao campanário, tem, em três
das suas faces, um vão de sino rematado em arco de volta inteira peraltado,
assente em impostas. A torre é rematada por uma cornija e encimada por
uma cúpula bolbosa. O acesso à própria torre e ao coro alto faz-se por uma
escada exterior.
As portas das fachadas laterais têm cornijas soltas dos lintéis que, com os
respectivos pináculos embutidos, funcionam como aventais das janelas superiores.
Cada uma destas tem uma cornija encimada por pináculos embutidos
entre os quais há uma roseta em relevo.
A porta axial da nave está protegida, no interior, por um guarda vento em
madeira sobre o qual se situa o coro alto, de configuração rectangular, em
madeira, com uma guarda de balaústres também em madeira. Assenta em seis
mísulas, duas em cada parede. Na parede da nave do lado do evangelho, ao
nível do piso térreo, há uma porta de acesso ao pequeno baptistério situado no corpo da torre sineira e coberto por uma abóbada de berço. É todo rebocado
e pintado de branco no interior.
Na mesma parede, à direita da porta lateral, situa-se um púlpito com a consola
em forma de grande mísula e com uma guarda de balaústres em madeira.
Ainda do lado do evangelho, antes do arco triunfal, há uma porta de acesso
à sacristia. Tanto a porta do púlpito como a da sacristia são rematadas por
uma cornija. Na sacristia, do lado esquerdo da porta de comunicação com
a nave, há uma escada de acesso ao púlpito, muito íngreme, protegida por
uma guarda de balaústres em madeira. Por baixo da escada há um pequeno
arrumo.
O arco triunfal é de volta inteira, assente em pés-direitos com pedestais, bases
e capitéis salientes. A capela-mor tem uma porta de acesso ao arrumo do lado
do evangelho, uma janela em cada parede lateral e, na parede de fundo, um
retábulo em madeira dourada e policromada, de um revivalismo ecléctico.
As coberturas da nave e da capela-mor são em madeira simulando abóbadas
de berço assentes em cornijas.
A igreja é construída em alvenaria de pedra rebocada e caiada de branco,
excepto o soco, os cunhais, as cornijas, as molduras dos vãos, o arco triunfal,
a consola do púlpito, os degraus e escadas (interiores e exteriores) e os
elementos decorativos que são em cantaria à vista. As coberturas são em telha
de aba e canudo, sendo de duas águas na nave, na capela-mor e na sacristia
e de uma água no corpo de arrumos. |
| ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Bom |
| FUNÇÃO INICIAL: Igreja |
| FUNÇÃO ACTUAL: Igreja paroquial |
| BIBLIOGRAFIA E DOCUMENTAÇÃO DE REFERÊNCIA: A ilha das Flores: Da
redescoberta à actualidade (Subsídios para a sua História), Francisco António
Nunes Pimentel Gomes, Câmara Municipal de Lajes das Flores, 1997; Concelho
de Santa Cruz das Flores: Roteiro Histórico e Pedestre, Pierluigi Bragaglia,
Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores, 1999; “Santa Cruz das
Flores – A Fronteira Ocidental da Europa. 455 anos de História”, suplemento
do jornal Expresso das Nove de 20 de Junho de 2003. |
| DATA DE LEVANTAMENTO: 2003-09-28 |
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