82.112.20 FAJÃZINHA
FAJÃZINHA • FAJÃZINHA
CONJUNTO EDIFICADO
POVOAÇÃO
ÉPOCA DE CONSTRUÇÃO INICIAL: SÉC.XVII/SÉC.XVIII
   
   
DESCRIÇÃO: Povoação situada numa fajã rodeada de grandes escarpas verdejantes, com o mar como pano de fundo, onde a envolvente paisagística, a originalidade da implantação dos edifícios e o interesse arquitectónico de alguns deles ainda se sobrepõem às alterações descuidadas que têm sido gradualmente introduzidas.
Os edifícios, na sua maioria casas de habitação de dimensões e tipos diversos que ilustram a variedade formal e tipológica da ilha, distribuem-se ao longo de ruas sinuosas, de um modo disperso e irregular. Restam ainda alguns dos caminhos empedrados e murados que constituíam outrora a rede viária da povoação. Na zona mais densamente edificada, onde chega a haver edifícios encostados lote a lote, abre-se um largo triangular onde se situa a "Casa do Espírito Santo" (império) e acima do qual fica a igreja paroquial de grandes dimensões. Ainda dentro dos limites da povoação, na sua orla poente (lugar do Cabeço do Outeiro), há dois moinhos de água (um de roda vertical e outro de rodízio).
ELEMENTOS NOTÁVEIS: Espécie caracterizada na ficha 82.112.18.
ELEMENTOS DATADOS: Inscrição na fachada de uma casa: "1860"; inscrição numa cartela na fachada principal do Império: "1864"; inscrição na empena de uma casa: "1884"; inscrição na empena de uma casa: "1900"; inscrições nas fachadas de uma casa: "1888" e "1952"; inscrições na igreja: "1778", "1898" e "1787".
ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Razoável
FUNÇÃO INICIAL: Povoação
FUNÇÃO ACTUAL: Povoação
BIBLIOGRAFIA E DOCUMENTAÇÃO DE REFERÊNCIA: Walkers’ Guide to Lajes old footpath - Lajes das Flores, Azores, Pierluigi Bragaglia, Câmara Municipal de Lajes das Flores, 1994; Arquitectura Popular dos Açores, AAVV, Ordem dos Arquitectos, [Lisboa], [2000]; Fichas nº 14 a 30/Flores do "Arquivo da Arquitectura Popular dos Açores"; Fichas nº 14 e 15 da "Inventariação de Moinhos de Água" da SRTA/DRA, 1991; Ficha nº 14 e 15 da "Classificação de Moinhos de Água" da SRTA/DRA.
OBSERVAÇÕES: Na povoação resta a ruína, pelo menos, de uma casa onde ainda se pode ver o primitivo sistema de camaretas: espécie de pequenas alcovas ou "beliches" em madeira, armados no interior da sala (normalmente a única) junto a uma das empenas.
Os moinhos situados no lugar do Cabeço do Outeiro estão classificados como Imóvel de Interesse Municipal (Resolução nº 234/96, de 3 de Outubro).
Esta espécie está localizada na cartografia em uso também na quadrícula 95.
DATA DE LEVANTAMENTO: 2003-09-03
REMISSÕES: 82.112.18




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Flores, Lajes
Inventário do Património Imóvel dos Açores
Última actualização em 2007-11-17