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| 71.13.119 CASA DO PILAR |
| CONCEIÇÃO • LOMBA |
| UNIDADE PAISAGÍSTICA CONSTRUÍDA |
| ÉPOCA DE CONSTRUÇÃO INICIAL: SÉC.XVIII |
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DESCRIÇÃO: Unidade paisagística constituída por uma casa solarenga envolvida por uma série de plataformas em socalcos, parcialmente ajardinadas
e apoiadas em grandes muros de suporte, e pela zona arborizada nas traseiras. Inclui ainda três cisternas de grande dimensão
(duas geminadas) e um lago rectangular com uma ilhota de pedra ao centro. O acesso principal à propriedade faz-se por uma álea que conduz à casa, a partir de um portão situado no Largo Cardeal D.
José da Costa Nunes, junto ao qual se situa uma das cisternas. A casa solarenga, de dois pisos, tem planta em "L" e apenas conserva as paredes exteriores, com as molduras dos vãos em pedra
com desenho tardo-barroco. As paredes são construídas em alvenaria de pedra rebocada e caiada com pigmento almagre. No tardoz
existe uma cozinha mais recente, de um piso, paralela ao corpo principal da casa e perpendicular ao braço secundário do "L",
que, juntamente com estes, define um pátio de serviço. O quarto lado deste pátio é delimitado por um muro e, parcialmente,
pelas duas cisternas geminadas que, tal como a outra junto ao portão da entrada, têm cobertura em abóbada de berço. De entre as várias plataformas, destaca-se a que se situa à frente da fachada principal da casa, que é rodeada por um murete
com elementos elevados e recortados de forma concheada em cada canto. Desta plataforma salienta-se, no enfiamento do eixo
da fachada principal, uma escadaria monumental, dupla, que desce para uma estreita plataforma inferior e cuja função é essencialmente
barroco/teatral. Os cantos sobrelevados do murete, a fonte existente na empena poente da habitação e a que fica no muro em
frente, assim como outras zonas de relevo do conjunto, têm uma decoração de embrechados com conchas e cacos de loiça oriental.
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| ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Ruína |
| FUNÇÃO INICIAL: Habitação |
| BIBLIOGRAFIA E DOCUMENTAÇÃO DE REFERÊNCIA: Álbum da Visita Régia à Ilha do Faial - Memória Narrativa, Osório Goulart, Imprensa Nacional, Lisboa, 1902; Coisas da Nossa Terra. Crónicas, José Bettencourt Brum, Câmara Municipal da Horta, Horta, 1994;
Ficha 115/Faial do "Arquivo da Arquitectura Popular dos Açores"; Ficha 40 "Edifícios e Elementos de Qualidade - Plano de Urbanização da Cidade da Horta". |
| DATA DE LEVANTAMENTO: 1999-01-21 |
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